Terça-feira Fevereiro 24, 2009 13:06

António Feio – Biografia

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António Feio nasceu em Lourenço Marques a 6 de Dezembro de 1954. Aos sete anos vem viver para Lisboa e a família instala-se em Carcavelos. Passa pela Escola da Câmara de Carcavelos, Liceu de Nova Oeiras, Liceu de Oeiras e inaugura o Liceu de S. João.

Ainda quando estava no Liceu de Nova Oeiras, a mãe, Ester, começa a ensaiar uma peça (A Casa de Bernarda de Alba, de Garcia Lorca) no Teatro Experimental de Cascais. Vai muitas vezes com a mãe assistir aos ensaios e surge o Convite de Carlos Avilez para fazer a peça O MAR de Miguel Torga, peça que estreia a 6 Maio de 1966.

A partir daí começa a trabalhar na televisão, faz um folhetim chamado GENTE NOVA, uma espécie de novela da altura, variadíssimas peças de teatro na televisão, folhetins na rádio, publicidade e filmes.

Em 1969, regressa a Lourenço Marques. Continua os estudos, no Liceu Salazar, e faz uma digressão por Moçambique com a companhia Laura Alves, com a peça COMPRADOR DE HORAS. Durante alguns anos colabora com alguns grupos de teatro locais. Começa a trabalhar como desenhador num atelier de arquitectura. Do antigo 7º ano, ficam-lhe duas cadeiras por fazer: Matemática e Física.

Em 1974, faz a digressão do Teatro Experimental de Cascais por Moçambique e regressa com a companhia a Lisboa.

Casa com Lurdes Feio (jornalista) de quem tem duas filhas: Barbara e Catarina.

Mantêm-se no Teatro Experimental de Cascais durante alguns anos e sai para formar com Fernando Gomes o Teatro Aquarius. A experiência não corre bem e vai para a Cooperativa de Comediantes Rafael de Oliveira. Segue-se o Teatro Popular-Companhia Nacional I, no Teatro S. Luiz, O Teatro Adoque, o Teatro ABC, a Casa da Comédia, o Centro de Arte Moderna, o Teatro Aberto, o Teatro Variedades, o Teatro Nacional D. Maria II e muitos outros grupos e projectos pontuais.

Faz muita televisão, algum cinema, traduções e muitas dobragens.

Começa a encenar e o primeiro espectáculo é PEQUENO REBANHO NÃO DESESPERES, na Casa da Comédia. Segue-se VINCENT, numa galeria de arte nas Amoreiras e O VERDADEIRO OESTE, em Benfica. Faz, como actor, INOX-TAKE 5, com José Pedro Gomes e é o início de um trabalho em conjunto e de uma “dupla” que dura até aos dias de hoje.

Vive, durante 18 anos, com Claudia Cadima de quem tem dois filhos: Sara e Filipe.

Começa a dar aulas no Centro Cultural de Benfica e forma com vários alunos alguns grupos: O Esquerda Baixa e o Pano de Ferro, e com eles faz alguns espectáculos.

Seguem-se muitas outras encenações sendo as mais importantes: A PARTILHA, O QUE DIZ MOLERO, PERDIDOS EM YONKERS, DUAS SEMANAS COM O PRESIDENTE, CONVERSA DA TRETA, O ALEIJADINHO DO CORVO, ARTE e BOM DIA, BENJAMIM, POPCORN, DEIXA-ME RIR, PORTUGAL UMA COMÉDIA MUSICAL, JANTAR DE IDIOTAS, O CHATO, SEXTA-
-FEIRA 13, 2 AMORES E ANNA E HANNA.

António Feio tem 54 anos e é divorciado.
TEATRO

Teatro Experimental de Cascais

1966 O MAR
de Miguel Torga
AUTO DA MOFINA MENDES
de Gil Vicente

1974 D. QUIXOTE
de Yves Jamiaque
AUTO DA BARCA DO INFERNO
de Gil Vicente
IVONE PRINCESA DE BORGONHA
de W. Gombrowickz
FUENTOVEJUNA
de Lope de Vega

1975 CERIMONIAL PARA UM COMBATE
de Claude Prin

1976 ÓPERA DE TRÊS VINTÉNS
de Bertold Brecht
DESPEDIMENTO SEM JUSTA CAUSA
de Júlio Maurício

Teatro Aquarius (Lusitano Clube)

1977 A INAUGURAÇÃO DA ESTÁTUA EQUESTRE
de Joaquim C.

Cassais Cooperativa de Comediantes Rafael de Oliveira

1977 HISTÓRIAS COM GRADES
de Oswaldo Dragun
OS INVASORES
de Egon Wolf
A BATALHA NAVAL
de Jaime Salazar Sampaio

Teatro Popular-Companhia Nacional I

1978 JESUS CRISTO EM LISBOA
de Alexandre O’Neil e Mendes de Carvalho

1979 LEONOR – RAINHA MARAVILHOSAMENTE SÓ
de Alice Sampaio

Teatro Adóque

1979 1926, NOVES FORA NADA
(Revista)
QUERIAS MAS NÃO TE DOU
(Revista)

1980 CHIÇA! ESTE É O BOM GOVERNO DE PORTUGAL
(Revista)

1981 PAGA AS FAVAS
(Revista)

1982 T’Á ENTREGUE À BICHARADA
(Revista)

Teatro ABC

1982 É SEMPRE A AVIAR
(Revista)

Casa da Comédia

1983 MARLOWE
(*) texto colectivo (Café-Teatro Policial)

1988 NOITES DE ANTO
de Mário Cláudio

Fundação Calouste Gulbenkian-Centro de Arte Moderna

1984 DESEJA-SE MULHER
de Almada Negreiros

Novo Grupo-Teatro Aberto

1984 UBU PORTUGUÊS-2002 ODISSEIA NO TERREIRO DO PAÇO
de José Fanha, Vera San-Payo de Lemos e Joäo Lourenço

Companhia Amélia Rey Colaço

1985 EL-REI SEBASTIÃO
de José Régio (Espectáculo de homenagem e despedida de Amélia Rey Colaço)

Vasso Morgado-Teatro Variedades

1985 UM CORONEL EM DOIS ACTOS
de Jean-Jaques Bricaire e Maurice Lasaygues

1986 AQUI HÁ FANTASMAS
de Henrique Santana

Companhia das Luzes (Teatro Nacional D. Maria II)

1988 CRIMES DO CORAÇÃO
de Beth Henley Grupo Fernando Gomes

1989 COMO É DIFERENTE O AMOR EM PORTUGAL
de Fernando Gomes

1990 O PAPÁ NÃO ESTAVA LÁ
de Fernando Gomes Locomotiva (Amoreiras)

1991 DEPOIS DE MAGRITTE
de Tom Stoppard

Auditório Carlos Paredes

1993 INOX – TAKE 5
de José Pedro Gomes

1997 CONVERSA DA TRETA
de José Fanha

Teatro Nacional D. Maria II

1994 O QUE DIZ MOLERO
de Diniz Machado (3)

1996 EDMOND
de David Mamet

Teatro Nacional S. João (Porto)

1996 O QUE DIZ MOLERO
de Diniz Machado (3)

1997 EDMOND
de David Mamet

1998 ARTE
de Yasmina Reza
NOITE DE REIS
de William Shakespeare

1999 O QUE DIZ MOLERO
de Diniz Machado (3)

Teatro Villaret

1998 ARTE
de Yasmina Reza

1999 O QUE DIZ MOLERO
de Diniz Machado (3)

2000 POP CORN
de Ben Elton

2003 ARTE
de Yasmina Reza

2005 JANTAR DE IDIOTAS
de Francis Veber

2005 O CHATO
de Francis Veber

2006 2 AMORES
de Ray Conney

Coliseu de Lisboa

2000 CONVERSA DA TRETA
de José Fanha

2002 A TRETA CONTINUA
de Eduardo Madeira, Filipe Fonseca e Rui Cardoso Martins,
encenação feita em conjunto com José Pedro Gomes

Teatro Tivoli

2002 INOX
de Ana Bola, Carlos T, Clara Ferreira Alves, Herman José, João Cardoso, José Pedro Gomes, José Topa,
Luísa Costa Gomes, Rui Zink e E. Madeira/H.C.Dias/J.Quadros (ssript Doctors)

Fonte