António Feio – Biografia

António Feio nasceu em Lourenço Marques a 6 de Dezembro de 1954. Aos sete anos vem viver para Lisboa e a família instala-se em Carcavelos. Passa pela Escola da Câmara de Carcavelos, Liceu de Nova Oeiras, Liceu de Oeiras e inaugura o Liceu de S. João.
Ainda quando estava no Liceu de Nova Oeiras, a mãe, Ester, começa a ensaiar uma peça (A Casa de Bernarda de Alba, de Garcia Lorca) no Teatro Experimental de Cascais. Vai muitas vezes com a mãe assistir aos ensaios e surge o Convite de Carlos Avilez para fazer a peça O MAR de Miguel Torga, peça que estreia a 6 Maio de 1966.
A partir daí começa a trabalhar na televisão, faz um folhetim chamado GENTE NOVA, uma espécie de novela da altura, variadíssimas peças de teatro na televisão, folhetins na rádio, publicidade e filmes.
Em 1969, regressa a Lourenço Marques. Continua os estudos, no Liceu Salazar, e faz uma digressão por Moçambique com a companhia Laura Alves, com a peça COMPRADOR DE HORAS. Durante alguns anos colabora com alguns grupos de teatro locais. Começa a trabalhar como desenhador num atelier de arquitectura. Do antigo 7º ano, ficam-lhe duas cadeiras por fazer: Matemática e Física.
Em 1974, faz a digressão do Teatro Experimental de Cascais por Moçambique e regressa com a companhia a Lisboa.
Casa com Lurdes Feio (jornalista) de quem tem duas filhas: Barbara e Catarina.
Mantêm-se no Teatro Experimental de Cascais durante alguns anos e sai para formar com Fernando Gomes o Teatro Aquarius. A experiência não corre bem e vai para a Cooperativa de Comediantes Rafael de Oliveira. Segue-se o Teatro Popular-Companhia Nacional I, no Teatro S. Luiz, O Teatro Adoque, o Teatro ABC, a Casa da Comédia, o Centro de Arte Moderna, o Teatro Aberto, o Teatro Variedades, o Teatro Nacional D. Maria II e muitos outros grupos e projectos pontuais.
Faz muita televisão, algum cinema, traduções e muitas dobragens.
Começa a encenar e o primeiro espectáculo é PEQUENO REBANHO NÃO DESESPERES, na Casa da Comédia. Segue-se VINCENT, numa galeria de arte nas Amoreiras e O VERDADEIRO OESTE, em Benfica. Faz, como actor, INOX-TAKE 5, com José Pedro Gomes e é o início de um trabalho em conjunto e de uma “dupla” que dura até aos dias de hoje.
Vive, durante 18 anos, com Claudia Cadima de quem tem dois filhos: Sara e Filipe.
Começa a dar aulas no Centro Cultural de Benfica e forma com vários alunos alguns grupos: O Esquerda Baixa e o Pano de Ferro, e com eles faz alguns espectáculos.
Seguem-se muitas outras encenações sendo as mais importantes: A PARTILHA, O QUE DIZ MOLERO, PERDIDOS EM YONKERS, DUAS SEMANAS COM O PRESIDENTE, CONVERSA DA TRETA, O ALEIJADINHO DO CORVO, ARTE e BOM DIA, BENJAMIM, POPCORN, DEIXA-ME RIR, PORTUGAL UMA COMÉDIA MUSICAL, JANTAR DE IDIOTAS, O CHATO, SEXTA-
-FEIRA 13, 2 AMORES E ANNA E HANNA.
António Feio tem 54 anos e é divorciado.
TEATRO
Teatro Experimental de Cascais
1966 O MAR
de Miguel Torga
AUTO DA MOFINA MENDES
de Gil Vicente
1974 D. QUIXOTE
de Yves Jamiaque
AUTO DA BARCA DO INFERNO
de Gil Vicente
IVONE PRINCESA DE BORGONHA
de W. Gombrowickz
FUENTOVEJUNA
de Lope de Vega
1975 CERIMONIAL PARA UM COMBATE
de Claude Prin
1976 ÓPERA DE TRÊS VINTÉNS
de Bertold Brecht
DESPEDIMENTO SEM JUSTA CAUSA
de Júlio Maurício
Teatro Aquarius (Lusitano Clube)
1977 A INAUGURAÇÃO DA ESTÁTUA EQUESTRE
de Joaquim C.
Cassais Cooperativa de Comediantes Rafael de Oliveira
1977 HISTÓRIAS COM GRADES
de Oswaldo Dragun
OS INVASORES
de Egon Wolf
A BATALHA NAVAL
de Jaime Salazar Sampaio
Teatro Popular-Companhia Nacional I
1978 JESUS CRISTO EM LISBOA
de Alexandre O’Neil e Mendes de Carvalho
1979 LEONOR – RAINHA MARAVILHOSAMENTE SÓ
de Alice Sampaio
Teatro Adóque
1979 1926, NOVES FORA NADA
(Revista)
QUERIAS MAS NÃO TE DOU
(Revista)
1980 CHIÇA! ESTE É O BOM GOVERNO DE PORTUGAL
(Revista)
1981 PAGA AS FAVAS
(Revista)
1982 T’Á ENTREGUE À BICHARADA
(Revista)
Teatro ABC
1982 É SEMPRE A AVIAR
(Revista)
Casa da Comédia
1983 MARLOWE
(*) texto colectivo (Café-Teatro Policial)
1988 NOITES DE ANTO
de Mário Cláudio
Fundação Calouste Gulbenkian-Centro de Arte Moderna
1984 DESEJA-SE MULHER
de Almada Negreiros
Novo Grupo-Teatro Aberto
1984 UBU PORTUGUÊS-2002 ODISSEIA NO TERREIRO DO PAÇO
de José Fanha, Vera San-Payo de Lemos e Joäo Lourenço
Companhia Amélia Rey Colaço
1985 EL-REI SEBASTIÃO
de José Régio (Espectáculo de homenagem e despedida de Amélia Rey Colaço)
Vasso Morgado-Teatro Variedades
1985 UM CORONEL EM DOIS ACTOS
de Jean-Jaques Bricaire e Maurice Lasaygues
1986 AQUI HÁ FANTASMAS
de Henrique Santana
Companhia das Luzes (Teatro Nacional D. Maria II)
1988 CRIMES DO CORAÇÃO
de Beth Henley Grupo Fernando Gomes
1989 COMO É DIFERENTE O AMOR EM PORTUGAL
de Fernando Gomes
1990 O PAPÁ NÃO ESTAVA LÁ
de Fernando Gomes Locomotiva (Amoreiras)
1991 DEPOIS DE MAGRITTE
de Tom Stoppard
Auditório Carlos Paredes
1993 INOX – TAKE 5
de José Pedro Gomes
1997 CONVERSA DA TRETA
de José Fanha
Teatro Nacional D. Maria II
1994 O QUE DIZ MOLERO
de Diniz Machado (3)
1996 EDMOND
de David Mamet
Teatro Nacional S. João (Porto)
1996 O QUE DIZ MOLERO
de Diniz Machado (3)
1997 EDMOND
de David Mamet
1998 ARTE
de Yasmina Reza
NOITE DE REIS
de William Shakespeare
1999 O QUE DIZ MOLERO
de Diniz Machado (3)
Teatro Villaret
1998 ARTE
de Yasmina Reza
1999 O QUE DIZ MOLERO
de Diniz Machado (3)
2000 POP CORN
de Ben Elton
2003 ARTE
de Yasmina Reza
2005 JANTAR DE IDIOTAS
de Francis Veber
2005 O CHATO
de Francis Veber
2006 2 AMORES
de Ray Conney
Coliseu de Lisboa
2000 CONVERSA DA TRETA
de José Fanha
2002 A TRETA CONTINUA
de Eduardo Madeira, Filipe Fonseca e Rui Cardoso Martins,
encenação feita em conjunto com José Pedro Gomes
Teatro Tivoli
2002 INOX
de Ana Bola, Carlos T, Clara Ferreira Alves, Herman José, João Cardoso, José Pedro Gomes, José Topa,
Luísa Costa Gomes, Rui Zink e E. Madeira/H.C.Dias/J.Quadros (ssript Doctors)

